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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) deve divulgar nesta semana projeções que mostram crescimento da economia próximo a 6% em 2010. É uma estimativa mais otimista do que a divulgada no início do ano, quando os industriais apostavam em alta de 5,5% para o Produto Interno Bruto (PIB). |
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Segundo o gerente-executivo de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, os números ainda estão passando por uma revisão, mas é praticamente certo que a projeção a ser divulgada será mais favorável do que a feita no início de 2010. Estamos fechando as projeções. Então, estamos levantando as últimas informações e acredito que estamos caminhando para um ritmo mais forte da economia, talvez próximo a 6%. |
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Castelo Branco ressaltou que será um número abaixo de estimativas mais otimistas, já que muitos analistas falam em índices superiores a 7%, muito acima do que prevê o governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de 5,2%. É um crescimento alavancado por uma forte demanda interna, de consumo e investimento, mas ainda assim sem uma contrapartida tão forte da parte externa. |
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Quanto às informações divulgadas pelo FMI de que os países emergentes correm o risco de superaquecimento, o economista disse que vê com naturalidade o fato, já que o que fundo fez foi alertar para um ritmo um pouco mais forte de crescimento econômico. Se a gente analisar, as estimativas do FMI são bastante mais baixas ou na faixa de baixa, tanto do mercado doméstico quanto do mercado internacional, afirma. Segundo Castello Branco, isso mostra que o fundo está atento a uma certa pressão da inflação, problema inerente ao crescimento. |
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Castello Branco lembrou que o Brasil tem posições de inflação mais altas do que a média mundial, o que, para ele, leva à conclusão de que o fundo não fez uma alerta, mas uma chamada de atenção para o problema. |
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Valor Econômico |
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